quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra, pegou num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe. A seguir perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio. Todos estiveram de acordo em dizer que "sim". O professor então pegou numa caixa de fósforos e vazou dentro do frasco de maionese. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a responder que "sim". Logo, o professor pegou uma caixa de areia e vazou dentro do frasco. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um "sim" retumbante. O professor em seguida adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes riram-se nesta ocasião. Quando os risos terminaram, o professor comentou: - Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes - a família, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos, as coisas que vos apaixonam. São coisa que mesmo que perdêssemos tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia. Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia é tudo o resto, as pequenas coisas. Se primeiro colocamos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastamos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Presta atenção às coisas que realmente importam. Estabelece as tuas prioridades... e o resto é só areia." Um dos estudantes levantou a mão e perguntou: - Então e o que representa o café? O professor sorriu e disse: - Ainda bem que perguntas! Isso e só para lhes mostrar que, por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, há sempre lugar para tomar um café com um amigo."

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

POLÍTICA = ?

A "Política" precisa de uma séria reforma... Aliás, o grande problema dos líderes políticos actuais é que eles não conseguem acompanhar a evolução dos tempos. Simplesmente não têm "pedalada" para tratar dos problemas actuais da Sociedade e, muito menos, prever os possíveis problemas futuros. A diferença entre os políticos de hoje e de há 30 anos atrás está no seu modus vivendi, o qual não foi acompanhado pelo modus operandi. Chegam ao topo vindos do nada, têm currículos pobres ou forjados, acabam as licenciaturas quase aos 40 anos, foram directores ou administradores de empresas "amigas" dos seus partidos, protejem e beneficiam empresas sem que haja benefício público, acumulam reformas e para maior desplante: PREJUDICAM GRAVEMENTE A QUALIDADE DE VIDA DE MILHÕES DE PESSOAS SEM QUE SEJAM PUNIDOS POR ISSO! ACORDA PORTUGAL!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Portugal, Portugal, de que é que estás à espera?

O mundo baralhou-se com números.
Portugal e muitos outros países andam à nora.
O únicos que não se baralharam são aqueles que estão a encher os bolsos com isto.

Como é que se engana tanta gente e se implantam modelos absurdos, despropositados, surreais e desenquadrados da realidade?
Como é que se pede a quem foi enganado que pague pelos erros de outros?
Como é que nós aceitamos isto?
Porque é que vamos continuar a cair no mesmo erro?
Porque é que vamos sempre atrás dos outros?
Não é assim que honramos os nossos antepassados e o País que dividiu o Mundo em duas partes.

Como é possível que, se outrora outros nos seguiam, hoje sejamos nós a seguir os outros?
Se temos como grande característica a arte do "desenrasca", ao aproveitarmos os recursos disponíveis para atingir objectivos quase impossíveis, porque é que continuamos a dar ouvidos a quem não tem, nem quer ter, a mínima noção de quem somos?

Procurem quem não se baralhou...
Perdemos a independência, perdemos a identidade e a prova disso é que hoje Portugal não pode dizer: "Metam-se na vossa vida!"

Deus nos salve, porque nós não conseguimos!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Moodys? Standard&poors? Fitch? Então quem é que lhes põe a mão?

A maior alegria que eu podia ter nos tempos mais próximos era esta empresa falir!
E se fosse com base num movimento português que levanta dúvidas quanto à credibilidade da Moodys e do modo de funcionamento deste tipo de agências ainda melhor.
Enchia-me o peito de orgulho...
Virava-se o feitiço contra o feiticeiro no teatro da especulação!
A ANA deu o mote...
Não será de esperar que o P.R.* e o P.M. façam uma declaração forte que choque a comunidade europeia?
Não será de esperar que os principais líderes europeus cheguem à conclusão que estão sobre um terreno minado e que, ao invés de andar a evitar que as minas estourem, têm é que agir contra os terroristas?
A Economia na Europa está a ficar podre, sim, mas não está morta.
O que está morto são, na verdade, os métodos e os organismos reguladores da economia.
E estão mortos porquê?
Faz-se passar a ideia de que estes organismos são supremos, quase a tocar o divíno, quando na verdade,são "uma obra do diabo"!


ANA suspende contrato com Moody's
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/ana-moodys-rating-suspensao/1265489-1730.html
Agências de «rating» na mira das autoridades.
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/rating-agencias-de-rating-regulacao-mercados-crise-agencia-financeira/1265189-1730.html
*-Cavaco Silva já se manifestou
Cavaco: «Agências de rating ameaçam bem-estar dos cidadãos»
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/politica/cavaco-silva-agencias-de-rating-uniao-europeia-rating-tvi24-ultimas-noticias/1265404-4072.html
Rating: agências devem ser processadas e indemnizar Estado

sábado, 7 de maio de 2011

Alguém me diga...


O PEC IV e o Acordo UE/FMI: tirem as vossas próprias conclusões
São conhecidas as várias posições que o PSD foi tendo sobre o PEC IV. Em português, dizia que ia longe demais, com medidas socialmente injustas. Em inglês, dizia o contrário, que o PEC IV não ia suficientemente longe, que devia ser mais duro.

Agora que se conhece que o acordo negociado entre o Governo e a Comissão Europeia/BCE/FMI foi, apesar de tudo, menos duro do que se previa (na linha com os programas da Grécia ou da Irlanda), o PSD tenta reclamar os louros numa negociação onde esteve praticamente ausente.

O único problema é que o acordo contempla as medidas que constavam do PEC IV, que o PSD rejeitou no Parlamento porque – dizia - não serviam para o país (por excesso ou por defeito, dependendo dos dias e dos idiomas). Restava ao PSD uma de duas opções: 1) reconhecia que o PEC IV era, afinal, o que o país precisava; 2) ultrapassar este problema dizendo que qualquer semelhança entre o PEC IV e o acordo é pura coincidência ou, nas palavras de Passos Coelho, “qualquer ideia de que o PEC IV tenha estado na base do memorando de entendimento é uma pura fantasia”.

Esta tentativa não resiste ao mínimo teste, conforme, aliás, as próprias declarações das instituições internacionais parte do acordo, seja no início do processo (the programme will be based; (…) the set of measures announced by the Portuguese authorities on 11 March is a starting point in this regard. Ecofin de 8 de Abril), seja já depois do acordo estabelecido (''Troika'' diz que PEC IV foi "um bom ponto de partida" para a elaboração do plano).

Isto não é uma questão de fé ou interpretativa, mas a mera constatação de que todas as medidas que o PEC IV contemplava estão incluídas no acordo, como se pode ver facilmente:

Acordo UE/FMI - PEC IV

1 - Congelamento do crescimento despesa - SIM
2 - Congelamento de aumentos na função pública 2012-2013 - SIM
3 - Reestruturação das taxas do IVA - SIM
4 - Aumento do imposto automóvel, aumento do imposto sobre tabaco - SIM
5 - Cortes nas deduções e benefícios fiscais no IRS (limites máximos para saúde, educação e habitação, progressivo por escalão de IRS) - SIM
6 - Cortes nos benefícios fiscais e regimes especiais no IRC (eliminação de taxas especiais, eliminação de isenções fiscais subjectivas, redução das deduções por menos valias, período de reporte de prejuízos passa para 3 anos, limitação do tratamento fiscal das compras de veículos por empresas) - SIM
7 - Harmonização do regime fiscal das pensões, aproximando aos trabalhadores do activo - SIM
8 - Congelamento das pensões, garantindo o aumento das pensões mais baixas;
SIM
9 - Reduções nas pensões acima dos 1500 €, de forma progressiva, tal como aconteceu nos salários - SIM
10 - Combate à evasão fiscal e criação de mecanismos de reforço do controle orçamental - SIM
11 - Redução do Orçamento da Educação (agrupamentos, central de compras, contratos de associação) - SIM
12 - Limitação de entradas de funcionários públicos (com o objectivo agora definido de redução de 1% na administração central e 2% na administração local, sem recurso a despedimentos) - SIM
13 - Medidas para o reforço do sector bancário (redução das necessidades de financiamento, garantia de liquidez, aumentos de capital) - SIM
14 - Avaliação das Parcerias Público-Privadas - SIM
15 - Redução da despesa no Sector Empresarial do Estado (redução custos operacionais, tectos máximos de despesa, redução indemnizações compensatórias, tectos de dívida) - SIM
16 - Redução de 15% dos dirigentes e fusão de serviços da administração pública, 2ª fase do PRACE, PRACE para autarquias - SIM
17 - Redução de transferências para autarquias e regiões - SIM
18 - Promoção da flexibilidade e mobilidade na administração pública - SIM
19 - Saúde [aplicação da condição de recursos taxas moderadoras, corte de 2/3 das deduções fiscais na saúde; reduções nos subsistemas; prescrição electrónica] - SIM
20 - Mercado Laboral [reforma subsídio de desemprego e conteúdo do já acordado em concertação social sobre indemnizações e fundo para as indemnizações] - SIM
21 - Reformas estruturais já previstas no PEC IV: Mercado de trabalho; Sistema judicial; Mercado de arrendamento e reabilitação urbana; Energia; Saúde; Transportes; Serviços; Concorrência. - SIM


Perante isto, restava ao PSD mistificar algumas medidas do PEC IV, para poder vir dizer que tinham ficado de fora deste acordo. Foi o que Pedro Passos Coelho tentou fazer com as pensões mais baixas, ao dizer que o PEC IV as congelava, o que é absolutamente falso. Basta ler o PEC apresentado ao Parlamento (página 7), onde se escreve: “Dada a dimensão do esforço de consolidação, será necessário suspender, nos próximos dois anos, a aplicação da regra automática de indexação de pensões, salvaguardando a actualização, embora moderada, das pensões mais baixas”.

Como se diz acima, cada um pode tirar as suas conclusões.

Tiago Tiburcio

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A essência de ser Português


Está para vir o dia que voltamos as costas a isto tudo e começamos de novo a ser Portugal!
Está para vir o dia em que Portugal conquista de novo a liberdade...sim, porque tanto quanto vejo, actualmente somos apenas um povoado desgovernado da UE...

Aquilo que Hitler não conseguiu concretizar, vai-se concretizando aos poucos, por outros métodos...
A repressão económica imposta a alguns Países europeus é tão evidente e declarada que só percebo a "não reacção" do Povo, por este se manter alheio à realidade.E perceber não quer dizer concordar.

A "crise" que vivemos vai muito mais além da acção política.
A maior crise que nos deparamos no momento é a crise de valores morais e éticos da nossa sociedade. Todos nós , sem excepção, somos culpados pelo estado actual do nosso País. Desde o que governa ao que é governado, desde o patrão ao empregado.

O Povo, essa entidade de que somos todos intervenientes, tem como missão o zelo pelos seus direitos mas também pelos seus deveres.
Nos dias de hoje já vejo muita gente na rua a lutar pelos direitos e claro que não vejo ninguém a dar voz aos deveres. E nem é preciso ver porque, de facto , era uma imagem muito deprimente e iria passar despercebida ou até alvo de "gozo" pela maioria. E porquê? Porque é isto que acontece quando uma minoria se manifesta contra uma maioria.

Mas é preciso ou não educar as pessoas a serem cidadãos?
Na minha modesta opinião, é.

Quantas pessoas sabem o que simboliza a nossa bandeira?
Quantas sabem o hino?
Quantas vão votar?
Quantas não fogem aos impostos?
Quantas denunciam os empregadores por estes não lhes fazerem descontos?
Quantas não trabalham porque recebem o subsídio de desemprego?
Quantas recebem o subsídio de desemprego e trabalham ilegalmente e sem contribuição para o Estado, enquanto ao mesmo tempo milhares estão desempregadas e sem direito a subsídio de desemprego?

Isto a mim revolta-me!
Isto não é maneira de honrar a nossa História, os nossos antepassados, a nossa essência.
Que se erga um novo D. Manuel I e nos leve aonde for preciso!

Rúben Gomes
28 de Abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Carta de um Português ao povo finlandês!

Aqui vos deixo a carta de um Português com letra maiúscula ao povo finlandês.
Uma carta que fala de História, de Portugal e da Finlândia em 1940 e na actualidade.
A História, que faz de nós aquilo que somos hoje, um povo ferido, deprimido e cabisbaixo mas que um dia, quando tomarmos todos consciência dela, nos dará força para nos transcendermos e levarmos Portugal a ser novamente reconhecido em todo o Mundo.
Exponho e dedico a carta do jornalista Hélder Fernandes ao povo finlandês, a todos os portugueses sem excepção:

Carta aberta ao Povo Finlandês.
Encontrei por bem contar aqui os pormenores de uma história que, por muito que pareça pertencer ao passado, tão facilmente nos lembra a todos das travessuras partidas de que a História é capaz de pregar. E por muito incompreensível que possa parecer, as travessuras e partidas que a História às vezes prega, surpreendem em especial aqueles com a memória mais curta.O local foi Lisboa, e o ano, 1940, mais concretamente o trigésimo nono dia após o final da primeira e heróica guerra combatida pelo perseverante povo Finlandês contra a tentativa estrangeira deapagar a vossa pequena nação do mapa dos países livres e independentes da Europa.

A Guerra do Inverno na qual a Finlândia contrariamente ao que todos julgavam poder ser possível derrotou o bolchevismo o imperialismo Russo, teve na altura um impacto muito maior do que o que julga hojea maior parte dos finlandeses.Os gritos de sofrimento e os horrores da primeira guerra Russo-Finlandesa e os terríveis sacrifícios impostos ao vosso pequeno país, comoveu e tocou o coração do povo Português no outro longínquo canto deste velho continente chamado Europa.

Talvez fosse por causa de um sentimento de irmandade, ou mesmo de identificação com os sacrifícios para que uma outra nação pequena e periférica acabava de ser atirada...mas a ânsia de ajudar a Finlândia rapidamente emergiu entre os Portugueses, tão orgulhosos que são hoje quanto orgulhosos eram então dos valores da independência e da nacionalidade. A nação europeia com as fronteiras mais estáveis e com a pazmais duradoura de todas, não podia permitir-se, e não permitiu, permanecer no conforto da passividade de nada fazer relativamente ao destino para o qual a Finlândia tinha sido atirada,confrontada que esta estava com o perigo iminente de se tornar em apenas mais uma província Estalinista.Portugal era na altura um país encruzilhado, submergido em pobreza e constrangido por uma ditadura cruel e fascista.

Os Portugueses eram nesses tempos quase todos invariavelmente pobres,analfabetos, oprimidos e infelizes, mas também trabalhadores, honestos, orgulhosos, unidos echeios de compaixão, mobilizados em solidariedade para oferecerem o que de mais pequenino conseguiram repescar para ajudarem o necessitado e desesperado povo Finlandês.Em cidades e vilas e aldeias de Portugal, agricultores, operários e estudantes, pais e mães, que aos milhões talvez possuíssem não mais do que apenas 3 mudas de roupa, ofereceram os para si mais modestos e preciosos bens que, mal grado a penúria, conseguiram prescrever como dispensáveis: cobertores, casacos, sapatos e casacões, e para os mais felizardos sacos de trigo e quilos de arroz cultivados à mão nas lezírias e terras baixas dos rios portugueses. As ofertas foram recolhidas por escolas e igrejas do norte e do sul, e embarcadas para Helsínquia com a autorização prévia da Alemanha Nazi e Aliados. Num extraordinário gesto de gratidão, o Sr. George Winekelmann, que era o então representante diplomático da Finlândia em Lisboa e Madrid, publicou um apontamento na primeira página do prestigioso jornal “Diário de Noticias” para agradecer ao povo Português a ajuda e assistência prestadas à Finlândia no mais difícil de todos os inconsoláveis tempos.

O bem-haja a Portugal foi publicado no vigésimo primeiro dia de Abril de 1940, há quase exactamente 70 anos neste dia presente que corre, e descreve que “Na impossibilidade de responder directamente a cada um dos inumeráveis testemunhos de simpatia e de solidariedade que tive a felicidade de receber nestes últimos meses, e que constituíram imensa consolação e reconforto moral e material para o meu país, que foi objecto de tão dolorosas provações, dirijo-me à Nação Portuguesa, para lhe apresentar os meus profundos e comovidos agradecimentos. Nunca o povo finlandês esquecerá a nobreza de tal atitude. Estou certo de que os laços entre Portugal e Finlândia se tornaram mais estreitos e que sobreviverão ao cataclismo do qual foi o meu país inocente vítima, contribuindo assim para atenuar as consequências de tão injustificada agressão”.Em virtude de um outro esforço de ajuda à Finlândia organizado por estudantes Portugueses, o Sr. George Winekelmann mais uma vez voltou à primeira página do mesmo jornal para, numa nota escrita no dia 16 de Julho de 1940, expressar o seu imenso agradecimento: “O Sr. George Wineckelmann, ministro da Finlândia, esteve ontem no Ministério da Educação Nacional (…) a agradecer o interesse que lhe mereceram as crianças do seu país por ocasião do conflito com a Rússia (…) e o seu reconhecimento pela importante dádiva com que os estudantes portugueses socorreram os pequeninos da Finlândia”.Por irónico que seja, o nacionalismo e as formas pelas quais alguns Europeus escolhem para o expressar nos dias presentes, estão em completo contraste com o valor do conceito de Nação expresso há 70 anos por um país bem mais velho, e por um povo bem menos rico e bem mais analfabeto, quando confrontado com a luta pela sobrevivência de uma nação-irmã, que é bem mais rica, bem mais instruída e bem mais jovem.Todos devemos ao passado a honra de não esquecer os feitos e triunfos daqueles que já não vivem.O conceito de verdadeiro nacionalismo não pode jamais ficar dissociado do dever de honrarmos o passado.

Ao cabo de 870 anos de História, por vezes com feitos tremendos e ainda maiores descobertas, um dos sucessos de Portugal como nação tem sido a capacidade de o seu povo unido e homogéneo, olhar serenamente de mãos dadas para lá do horizonte da sua terra, sem nunca ter medodos desafios desconhecidos dos sete mares em frente, sem nunca fechar a ninguém as portas hospitaleiras e da amizade, e sem nunca fugir dos contratempos que possam defrontar-se-lhe na senda do seu destino.
Por mais irónico que seja, algo não parece bater certo quando a condição a que chegou a economia de um Estado de uma pequena nação, por maneira curiosa se torna talvez decisiva nas escolhas eleitorais tomadas por um povo de uma outra e ainda mais pequena nação, no outro canto tão longínquo da Europa. Por mais que merecida ou desejável que possa ser, a recusa de auxiliar e ajudar uma nação dorida e testada pelos ventos de um cataclismo financeiro não é provavelmente o passo mais sábio de países unidos por espírito e orgulhosos de honrarem os verdadeiros intrínsecos valores de solidariedade e mútua amizade, em especial quando atormentados por adversidade e ventanias de crise.
Por mais corrupta que a sua elite se comporte, por mais desgovernado que o seu país ande, e por mais caloteiro que o seu Estado seja, os homens e mulheres comuns de Portugal, filhos e filhas enetos e netas daqueles que viviam há 70 anos atrás, sentem-se e são os reféns e vítimas inocentes deuma Guerra financeira que viram ser-lhes declarada contra os seus bolsos e carteiras, e que ameaça as suas honestas e modestas poupanças.
Mas não obstante confrontados nos agora tempos de hoje, em aparente insolvência e nas mais sozinhas de todas as suas horas, com o desespero e adversidade, eu estou confiante e seguro de que os Portugueses de hoje, mães e pais, agricultores, trabalhadores, padres e estudantes, e até mesmo crianças, de lés a lés naquele país se elevariam da consciência, a fim de mostrar os seus mais sinceros e genuínos sentimentos de nacionalismo e humildade para ajudarem e confortarem Finlândia e o povo finlandês, se alguma outra vez cataclismo ou desastre batesse à porta da Finlândia e iluminasse a ideia obscura da extinção da heróica nação Finlandesa, tal como aconteceu há sete décadas passadas.
Todos nós podemos aprender com as pequenas e genuínas lições dos tempos que lá vão.

Hélder Fernandes
Correspondente da TSF