MEIAS VERDADES OU MEIAS MENTIRAS?
Desde a apresentação do PEC IV a Bruxelas, todos ouvimos várias vezes destacados membros do PSD acusarem Sócrates de desrespeito pelas instituições do país e de não ter negociado com o PSD, o maior partido da oposição e aquele que, em princípio, teria que dar o seu acordo parlamentar às medidas, para que estas fossem aplicadas.
Eu continuo a pensar que desrespeitou o Parlamento. Mas o argumento de Passos Coelho foi o utilizado, em primeiro lugar, para a decisão que levaria à demissão do governo e à convocação de eleições antecipadas. Sabemos que, posteriormente, mais argumentos contraditórios foram avançados, mas a monumental ofensa do PSD à inaceitável arrogância governamental foi repetida até à exaustão.
Por isso o país deve ter ficado estupefacto, pelo menos eu fiquei, quando me apercebi de que Sócrates tinha tido uma reunião alongada com Passos Coelho, em que lhe tinha explicado as medidas que iria apresentar em Bruxelas no dia seguinte. Isto dito pelo próprio Passos Coelho na entrevista a Judite de Sousa.
E quando Pacheco Pereira revela na Quadratura do Círculo que, no dia a seguir à famosa reunião "relâmpago" entre Sócrates e Passos Coelho, todos os deputados do PSD receberam um sms ordenando-lhes que não fizessem declarações sobre o chamado PEC IV "para não prejudicar as negociações do governo com a União Europeia".
E acrescentou: "Toda a gente sabe isto". Parece-me deduzir-se daqui que tudo o que Passos Coelho até agora disse sobre a conversa sobre Sócrates é falso.
Não se tratou, como o próprio já admitiu, uma breve comunicação telefónica. A reunião não foi rápida. Passos Coelho tomou conhecimento detalhado do documento que consubstancia o PEC IV. Passos Coelho ponderou ao menos, num primeiro momento, deixar passar o PEC IV. Passos Coelho reconheceu a utilidade para o país do PEC IV, ao ponto de ter pedido contenção aos seus correlegionários para não comprometerem a sua viabilização.
Alguém acredita, nessas circunstâncias, que Passos Coelho não tenha trazido consigo da reunião uma cópia do documento?
É claro que, agora, a direita acha um disparate determo-nos em pormenores de forma, quando esses pormenores foram usados e abusados para insultar, mais uma vez, o governo como um todo e José Sócrates em particular.
Mas se ainda tínhamos alguma dúvida ficámos esclarecidos. A não aprovação do PEC IV, pelo PSD, prendeu-se pura e simplesmente com a resolução da luta interna pela liderança do PSD, obedeceu apenas ao calculismo irresponsável de quem precisa de alcançar o poder a todo o custo.
Tudo o que se vai sabendo do PSD e do seu mais recente líder aumenta o desconforto em relação a todo este processo. Ainda estou sem entender como é possível convidar alguém para ocupar o lugar de Presidente da Assembleia da República, quando este lugar é fruto de uma eleição pelos deputados. Será que Passos Coelho consegue adivinhar o sentido de voto dos deputados?
Têm-se multiplicado as comparações absurdas entre a propaganda nazi e a propaganda protagonizada pelo PS. Quem assim fala só pode ser de uma ignorância confrangedora e perigosa. Andamos vertiginosamente a reboque de campanhas de desinformação, que inundam todos os espaços noticiosos e mediáticos. Estamos em vésperas de um processo eleitoral cujos fundamentos são falsos. E, de vez em quando, aparecem notícias que nos espantam por serem tão contrárias à maré de críticas e certezas sobre a incompetência do governo, para já não falar do ataque pessoal à honorabilidade das pessoas.
Vivemos tempos confusos e perigosos. Mas talvez haja quem se surpreenda e perceba que as pessoas não são totalmente manipuláveis.
Este texto foi retirado do blog thoughtsonmealhada.
sábado, 16 de abril de 2011
Vida política ou vida circense?
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Rúben Gomes
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sábado, abril 16, 2011
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quinta-feira, 14 de abril de 2011
Pois é...agora compreendo o Guterres...é só fazer as contas!
Portugal’s Unnecessary Bailout - NYTimes.com
PORTUGAL’S plea for help with its debts from the International Monetary Fund and the European Union last week should be a warning to democracies everywhere.
The crisis that began with the bailouts of Greece and Ireland last year has taken an ugly turn. However, this third national request for a bailout is not really about debt. Portugal had strong economic performance in the 1990s and was managing its recovery from the global recession better than several other countries in Europe, but it has come under unfair and arbitrary pressure from bond traders, speculators and credit rating analysts who, for short-sighted or ideological reasons, have now managed to drive out one democratically elected administration and potentially tie the hands of the next one.
If left unregulated, these market forces threaten to eclipse the capacity of democratic governments — perhaps even America’s — to make their own choices about taxes and spending.
Portugal’s difficulties admittedly resemble those of Greece and Ireland: for all three countries, adoption of the euro a decade ago meant they had to cede control over their monetary policy, and a sudden increase in the risk premiums that bond markets assigned to their sovereign debt was the immediate trigger for the bailout requests.
But in Greece and Ireland the verdict of the markets reflected deep and easily identifiable economic problems. Portugal’s crisis is thoroughly different; there was not a genuine underlying crisis. The economic institutions and policies in Portugal that some financial analysts see as hopelessly flawed had achieved notable successes before this Iberian nation of 10 million was subjected to successive waves of attack by bond traders.
Market contagion and rating downgrades, starting when the magnitude of Greece’s difficulties surfaced in early 2010, have become a self-fulfilling prophecy: by raising Portugal’s borrowing costs to unsustainable levels, the rating agencies forced it to seek a bailout. The bailout has empowered those “rescuing” Portugal to push for unpopular austerity policies affecting recipients of student loans, retirement pensions, poverty relief and public salaries of all kinds.
The crisis is not of Portugal’s doing. Its accumulated debt is well below the level of nations like Italy that have not been subject to such devastating assessments. Its budget deficit is lower than that of several other European countries and has been falling quickly as a result of government efforts.
And what of the country’s growth prospects, which analysts conventionally assume to be dismal? In the first quarter of 2010, before markets pushed the interest rates on Portuguese bonds upward, the country had one of the best rates of economic recovery in the European Union. On a number of measures — industrial orders, entrepreneurial innovation, high-school achievement and export growth — Portugal has matched or even outpaced its neighbors in Southern and even Western Europe.
Why, then, has Portugal’s debt been downgraded and its economy pushed to the brink? There are two possible explanations. One is ideological skepticism of Portugal’s mixed-economy model, with its publicly supported loans to small businesses, alongside a few big state-owned companies and a robust welfare state. Market fundamentalists detest the Keynesian-style interventions in areas from Portugal’s housing policy — which averted a bubble and preserved the availability of low-cost urban rentals — to its income assistance for the poor.
A lack of historical perspective is another explanation. Portuguese living standards increased greatly in the 25 years after the democratic revolution of April 1974. In the 1990s labor productivity increased rapidly, private enterprises deepened capital investment with help from the government, and parties from both the center-right and center-left supported increases in social spending. By the century’s end the country had one of Europe’s lowest unemployment rates.
In fairness, the optimism of the 1990s gave rise to economic imbalances and excessive spending; skeptics of Portugal’s economic health point to its relative stagnation from 2000 to 2006. Even so, by the onset of the global financial crisis in 2007, the economy was again growing and joblessness was falling. The recession ended that recovery, but growth resumed in the second quarter of 2009, earlier than in other countries.
Domestic politics are not to blame. Prime Minister José Sócrates and the governing Socialists moved to cut the deficit while promoting competitiveness and maintaining social spending; the opposition insisted it could do better and forced out Mr. Sócrates this month, setting the stage for new elections in June. This is the stuff of normal politics, not a sign of disarray or incompetence as some critics of Portugal have portrayed it.
Could Europe have averted this bailout? The European Central Bank could have bought Portuguese bonds aggressively and headed off the latest panic. Regulation by the European Union and the United States of the process used by credit rating agencies to assess the creditworthiness of a country’s debt is also essential. By distorting market perceptions of Portugal’s stability, the rating agencies — whose role in fostering the subprime mortgage crisis in the United States has been amply documented — have undermined both its economic recovery and its political freedom.
In Portugal’s fate there lies a clear warning for other countries, the United States included. Portugal’s 1974 revolution inaugurated a wave of democratization that swept the globe. It is quite possible that 2011 will mark the start of a wave of encroachment on democracy by unregulated markets, with Spain, Italy or Belgium as the next potential victims.
Americans wouldn’t much like it if international institutions tried to tell New York City, or any other American municipality, to jettison rent-control laws. But that is precisely the sort of interference now befalling Portugal — just as it has Ireland and Greece, though they bore more responsibility for their fate.
Only elected governments and their leaders can ensure that this crisis does not end up undermining democratic processes. So far they seem to have left everything up to the vagaries of bond markets and rating agencies.
Robert M. Fishman, a professor of sociology at the University of Notre Dame, is the co-editor of “The Year of the Euro: The Cultural, Social and Political Import of Europe’s Common Currency.”
PORTUGAL’S plea for help with its debts from the International Monetary Fund and the European Union last week should be a warning to democracies everywhere.
The crisis that began with the bailouts of Greece and Ireland last year has taken an ugly turn. However, this third national request for a bailout is not really about debt. Portugal had strong economic performance in the 1990s and was managing its recovery from the global recession better than several other countries in Europe, but it has come under unfair and arbitrary pressure from bond traders, speculators and credit rating analysts who, for short-sighted or ideological reasons, have now managed to drive out one democratically elected administration and potentially tie the hands of the next one.
If left unregulated, these market forces threaten to eclipse the capacity of democratic governments — perhaps even America’s — to make their own choices about taxes and spending.
Portugal’s difficulties admittedly resemble those of Greece and Ireland: for all three countries, adoption of the euro a decade ago meant they had to cede control over their monetary policy, and a sudden increase in the risk premiums that bond markets assigned to their sovereign debt was the immediate trigger for the bailout requests.
But in Greece and Ireland the verdict of the markets reflected deep and easily identifiable economic problems. Portugal’s crisis is thoroughly different; there was not a genuine underlying crisis. The economic institutions and policies in Portugal that some financial analysts see as hopelessly flawed had achieved notable successes before this Iberian nation of 10 million was subjected to successive waves of attack by bond traders.
Market contagion and rating downgrades, starting when the magnitude of Greece’s difficulties surfaced in early 2010, have become a self-fulfilling prophecy: by raising Portugal’s borrowing costs to unsustainable levels, the rating agencies forced it to seek a bailout. The bailout has empowered those “rescuing” Portugal to push for unpopular austerity policies affecting recipients of student loans, retirement pensions, poverty relief and public salaries of all kinds.
The crisis is not of Portugal’s doing. Its accumulated debt is well below the level of nations like Italy that have not been subject to such devastating assessments. Its budget deficit is lower than that of several other European countries and has been falling quickly as a result of government efforts.
And what of the country’s growth prospects, which analysts conventionally assume to be dismal? In the first quarter of 2010, before markets pushed the interest rates on Portuguese bonds upward, the country had one of the best rates of economic recovery in the European Union. On a number of measures — industrial orders, entrepreneurial innovation, high-school achievement and export growth — Portugal has matched or even outpaced its neighbors in Southern and even Western Europe.
Why, then, has Portugal’s debt been downgraded and its economy pushed to the brink? There are two possible explanations. One is ideological skepticism of Portugal’s mixed-economy model, with its publicly supported loans to small businesses, alongside a few big state-owned companies and a robust welfare state. Market fundamentalists detest the Keynesian-style interventions in areas from Portugal’s housing policy — which averted a bubble and preserved the availability of low-cost urban rentals — to its income assistance for the poor.
A lack of historical perspective is another explanation. Portuguese living standards increased greatly in the 25 years after the democratic revolution of April 1974. In the 1990s labor productivity increased rapidly, private enterprises deepened capital investment with help from the government, and parties from both the center-right and center-left supported increases in social spending. By the century’s end the country had one of Europe’s lowest unemployment rates.
In fairness, the optimism of the 1990s gave rise to economic imbalances and excessive spending; skeptics of Portugal’s economic health point to its relative stagnation from 2000 to 2006. Even so, by the onset of the global financial crisis in 2007, the economy was again growing and joblessness was falling. The recession ended that recovery, but growth resumed in the second quarter of 2009, earlier than in other countries.
Domestic politics are not to blame. Prime Minister José Sócrates and the governing Socialists moved to cut the deficit while promoting competitiveness and maintaining social spending; the opposition insisted it could do better and forced out Mr. Sócrates this month, setting the stage for new elections in June. This is the stuff of normal politics, not a sign of disarray or incompetence as some critics of Portugal have portrayed it.
Could Europe have averted this bailout? The European Central Bank could have bought Portuguese bonds aggressively and headed off the latest panic. Regulation by the European Union and the United States of the process used by credit rating agencies to assess the creditworthiness of a country’s debt is also essential. By distorting market perceptions of Portugal’s stability, the rating agencies — whose role in fostering the subprime mortgage crisis in the United States has been amply documented — have undermined both its economic recovery and its political freedom.
In Portugal’s fate there lies a clear warning for other countries, the United States included. Portugal’s 1974 revolution inaugurated a wave of democratization that swept the globe. It is quite possible that 2011 will mark the start of a wave of encroachment on democracy by unregulated markets, with Spain, Italy or Belgium as the next potential victims.
Americans wouldn’t much like it if international institutions tried to tell New York City, or any other American municipality, to jettison rent-control laws. But that is precisely the sort of interference now befalling Portugal — just as it has Ireland and Greece, though they bore more responsibility for their fate.
Only elected governments and their leaders can ensure that this crisis does not end up undermining democratic processes. So far they seem to have left everything up to the vagaries of bond markets and rating agencies.
Robert M. Fishman, a professor of sociology at the University of Notre Dame, is the co-editor of “The Year of the Euro: The Cultural, Social and Political Import of Europe’s Common Currency.”
sábado, 9 de abril de 2011
Se não é Portugal, então deve ser da União Europeia!
"O Primeiro Ministro Sócrates lançou uma nova onda de pacotes de austeridade, corte de salários eo aumento do IVA, mais medidas de cosmética tomadas num clima de política de laboratório de académicos arrogantes desprovida de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista portuguesa no PSD / PS gangorra de má gestão política que tem assolado o país desde a Revolução de Abril de 1974.
O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê? Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema que a União Europeia se permitiu ser sugada é aquele em que as agências de notação Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos EUA (onde mais?) e que virtualmente e fisicamente controlam as políticas fiscais, económicas e sociais da Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes órgãos e Bruxelas, quem precisa de inimigos?

Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França com medo tremendo, apavorados com a Alemanha depois das suas tropas invadirem o território francês três vezes em setenta anos, conquistando Paris com facilidade, não uma mas duas vezes e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. França ficou com a agricultura, a Alemanha com os mercados para sua indústria.
Anibal Cavaco Silva, agora presidente, mas o primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam despejando bilhões através de suas mãos a partir dos fundos estruturais da UE e do desenvolvimento, é um excelente exemplo de um dos "melhores políticos de Portugal".Eleito fundamentalmente por ser considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal é que é) e como se a maioria dos restantes eram / são um bando de sanguessugas inúteis e parasitas (que são), ele é o Pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.
Vejamos o Luxemburgo, que lidera todos os indicadores sócio-econômicos, e em que doze por cento da população é portuguesa, um povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral de Ceuta, na costa atlântica, contornando o Cabo da Boa Esperança, na costa oriental da África, no oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, na costa ocidental da Índia e Sri Lanka."
tradução de excertos de um artigo de
Timothy Bancroft-Hinchey
http://www.moscowtopnews.com/?area=postView&id=2111
Pravda.Ru
O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê? Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema que a União Europeia se permitiu ser sugada é aquele em que as agências de notação Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos EUA (onde mais?) e que virtualmente e fisicamente controlam as políticas fiscais, económicas e sociais da Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes órgãos e Bruxelas, quem precisa de inimigos?

Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França com medo tremendo, apavorados com a Alemanha depois das suas tropas invadirem o território francês três vezes em setenta anos, conquistando Paris com facilidade, não uma mas duas vezes e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. França ficou com a agricultura, a Alemanha com os mercados para sua indústria.
Anibal Cavaco Silva, agora presidente, mas o primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam despejando bilhões através de suas mãos a partir dos fundos estruturais da UE e do desenvolvimento, é um excelente exemplo de um dos "melhores políticos de Portugal".Eleito fundamentalmente por ser considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal é que é) e como se a maioria dos restantes eram / são um bando de sanguessugas inúteis e parasitas (que são), ele é o Pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.
Vejamos o Luxemburgo, que lidera todos os indicadores sócio-econômicos, e em que doze por cento da população é portuguesa, um povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral de Ceuta, na costa atlântica, contornando o Cabo da Boa Esperança, na costa oriental da África, no oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, na costa ocidental da Índia e Sri Lanka."
tradução de excertos de um artigo de
Timothy Bancroft-Hinchey
http://www.moscowtopnews.com/?area=postView&id=2111
Pravda.Ru
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Cá estamos...
Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, declarou, esta quinta-feira, que os tribunais portugueses estão transformados num «paraíso para caloteiros e num inferno para os credores» problema que tem afastado os portugueses da Justiça.
No dia em que o ministro da Justiça, Alberto Martins, anunciou para o próximo mês de Março as reformas na acção executiva, no que respeita à cobrança de dívidas, o bastonário da Ordem dos Advogados vem criticar o funcionamento dos tribunais portugueses que está cada vez mais desacreditado pelos cidadãos.
«A acção executiva é uma vergonha, é o aspecto mais traumático do processo civil. Só há duas maneiras de alguém cobrar uma dívida a um devedor que não paga voluntariamente: uma é deitar-lhe as mãos ao pescoço, a outra é levá-lo a tribunal. Infelizmente, em Portugal, é cada vez mais fácil e mais barata a primeira medida», disse Marinho Pinto.
Para o bastonário, as despesas judiciais continuam a praticar valores muito elevados e recorrer aos tribunais significa investir, além de dinheiro, muito tempo, e que na maioria das vezes nem acaba sendo feita Justiça.
«Se se vai a tribunal, gasta-se o que se tem e o que não se tem, passa-se lá anos e muitas vezes perde-se mais do que aquilo que se teria a receber», disse o bastonário, acrescentando que os valores «exorbitantes», são, assim, mantidos «deliberadamente» para «afastar os cidadãos e aliviar os tribunais».
A classe política, para Marinho Pinto, assiste de forma «cobarde, sem ser capaz de tomar medidas para alterar este estado de coisas».
Para o bastonário, «não é possível haver boa Justiça num País que a torna inacessível a grande parte dos cidadãos pelo seu elevado cuto», defendeu.
No dia em que o ministro da Justiça, Alberto Martins, anunciou para o próximo mês de Março as reformas na acção executiva, no que respeita à cobrança de dívidas, o bastonário da Ordem dos Advogados vem criticar o funcionamento dos tribunais portugueses que está cada vez mais desacreditado pelos cidadãos.
«A acção executiva é uma vergonha, é o aspecto mais traumático do processo civil. Só há duas maneiras de alguém cobrar uma dívida a um devedor que não paga voluntariamente: uma é deitar-lhe as mãos ao pescoço, a outra é levá-lo a tribunal. Infelizmente, em Portugal, é cada vez mais fácil e mais barata a primeira medida», disse Marinho Pinto.
Para o bastonário, as despesas judiciais continuam a praticar valores muito elevados e recorrer aos tribunais significa investir, além de dinheiro, muito tempo, e que na maioria das vezes nem acaba sendo feita Justiça.
«Se se vai a tribunal, gasta-se o que se tem e o que não se tem, passa-se lá anos e muitas vezes perde-se mais do que aquilo que se teria a receber», disse o bastonário, acrescentando que os valores «exorbitantes», são, assim, mantidos «deliberadamente» para «afastar os cidadãos e aliviar os tribunais».
A classe política, para Marinho Pinto, assiste de forma «cobarde, sem ser capaz de tomar medidas para alterar este estado de coisas».
Para o bastonário, «não é possível haver boa Justiça num País que a torna inacessível a grande parte dos cidadãos pelo seu elevado cuto», defendeu.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Será que o actual P.R. ainda pensa o mesmo?
Buzinão na Ponte 25 de Abril, já se passou à alguns anos...e lembro-me de ter ficado perplexo.
Questionei-me:
Então mas este senhor é o primeiro ministro, é um dos responsáveis pelo aumento das portagens e diz que se não ocupasse o cargo era capaz de buzinar!?
Na altura ficou-me atravessado.São este tipo de actos que me ajudam a traçar um perfil não muito favorável deste senhor.
Lembro-me bem disto!
Marcou-me!
Tanta violência!E com resultados...pois as pessoas acabaram por pagar e calar...
Haja respeito pelo povo.Haja respeito por um povo outrora bravo e heróico!
Questionei-me:
Então mas este senhor é o primeiro ministro, é um dos responsáveis pelo aumento das portagens e diz que se não ocupasse o cargo era capaz de buzinar!?
Na altura ficou-me atravessado.São este tipo de actos que me ajudam a traçar um perfil não muito favorável deste senhor.
Lembro-me bem disto!
Marcou-me!
Tanta violência!E com resultados...pois as pessoas acabaram por pagar e calar...
Haja respeito pelo povo.Haja respeito por um povo outrora bravo e heróico!
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Rúben Gomes
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domingo, janeiro 09, 2011
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sábado, 8 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Presidente da República é a imagem do País?
Afinal em quem podemos nós confiar?
Não tenho muitos comentários a fazer depois de assistir a este vídeo...
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